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PUBLICADO 2 meses ATRÁS.

Sistema financeiro caminha em direção à modernização, diz presidente do BC

O presidente do Banco Central, Roberto Campos Neto, afirmou que o sistema financeiro do país será mais tecnológico em aproximadamente três ou quatro anos. “Acho que hoje já está evidente que teremos um sistema financeiro muito mais tecnológico e diferente do que temos hoje. O processo de incorporação tecnológica do sistema financeiro nacional tem reflexos importantes na economia, na transmissão e na alocação de recursos na economia”, destacou nesta quinta-feira (28/11), em evento de lançamento do LIFT Learning, programa promovido pelo BC em parceria com a Federação Nacional de Associações dos Servidores do Banco Central (Fenasbac) com o objetivo de aproximar o meio acadêmico e os agentes do setor financeiro.

Campos Neto ressaltou a importância do entendimento do processo de modernização da intermediação financeira, já que boa parte das tecnologias já “despontam em estágios avançados”, como a blockchain e a nuvem. “Precisamos trabalhar para incluir essas ferramentas no nosso dia a dia, mas sem perder de vista a segurança do sistema, que agora se desloca também no ambiente cibernético. Então, é importante entender quais são as consequências dessa inovação, que é muito acelerada”, disse. Ele também lembrou que os bancos centrais de todo o mundo têm sido cobrados pela população de uma ação mais ágil.

Segundo o presidente do BC, a tecnologia é um “grande” agente de democratização, por permitir que pessoas em qualquer lugar do mundo tenham “acesso de colocar sua criatividade, sua arte, em forma de aplicativo ou de fazer algum programa que ajude na intermediação financeira”. Para ele, o Laboratório de Inovações Financeiras Tecnológicas (LIFT), programa já existente, ainda deixou um ‘gap’ entre os agentes que atuam no setor financeiro e o meio acadêmico. “O LIFT Learning visa diminuir esse gap com base nos ambientes colaborativo aberto do LIFT”, explicou.

O programa lançado vai permitir à empresas que buscam soluções inovadoras para problemas específicos a criação de oportunidades de aprendizado experimental. “Isso fortalece o sistema de informação gerando benefícios para o sistema financeiro nacional. Com o LIFT Learning, objetivamos incentivar e acelerar os desenvolvimentos dos projetos selecionados, aproximar a academia e entidades com necessidades específica de desenvolvimento de soluções relacionadas ao sistema financeiro nacional não atendidas pelo LIFT. Fomentar um meio acadêmico, empreendimento e ações de startups relacionadas ao sistema financeiro nacional”, completou.

Ainda de acordo com Campos Neto, entre os benefícios esperados do LIFT Learning estão o incentivo à concorrência, o fomento ao empreendedorismo, o preparo de estudantes para os desafios do mundo financeiro, o alinhamento dos esforços acadêmicos à agenda estratégica do sistema financeiro e o aceleramento do processo de transformação digital do setor. No evento, o presidente do BC ignorou as constantes altas do dólar, sem mencionar nada sobre política cambial ou monetária.

Fonte: Correio Braziliense




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