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PUBLICADO 10 meses ATRÁS.

Saldo entre entradas e saídas de recursos do Brasil chega a US$ 21 bi no ano, alta de 76%

BRASÍLIA – Entre janeiro e julho, o volume de dinheiro que saiu do Brasil superou o que entrou em US$ 21,6 bilhões. O chamado déficit em transações correntes é 76% maior que o registrado no mesmo período do ano passado, segundo dados divulgados nesta segunda-feira pelo Banco Central . De acordo com a autoridade monetária, a queda nas exportações e o aumento de pagamentos de dividendos ao exterior explicam o resultado.

Nos primeiros sete meses do ano passado, o déficit havia ficado em US$ 12,3 bilhões. Só em julho deste ano, o saldo ficou negativo em US$ 9 bilhões, mais que o dobro do registrado no mesmo mês de 2018. De acordo com o chefe do Departamento de Estatísticas do BC, Fernando Rocha, a queda de 4,7% no acumulado do ano é um dos principais fatores por trás dos resultados.

— O superávit comercial se reduziu US$ 6,8 bilhões (no acumulado do ano). E essa redução é devido fundamentalmente à redução das exportações. Houve uma redução das exportações e aumento das importações, de 0,4%. A redução das exportações foi mais significativa — explicou Rocha.

Ainda de acordo com os dados do BC, o brasileiro gastou mais com viagens em julho. No mês passado, os gastos com turismo no exterior chegaram a US$ 1,9 bilhão, alta de 9,6% em relação ao mesmo mês do ano passado. O valor é o maior para o mês em cinco anos.

O BC informou ainda que o investimento direto no país, indicador da expectativa das empresas para o longo prazo, chegou a US$ 7,7 bilhões em julho, alta de 66% em relação a igual mês do ano passado. No acumulado do ano, esses ingressos — que não contam para o balanço de transações correntes — chegaram a US$ 44,9 bilhões, alta de 17% frente ao ano passado.

Com a alta do dólar nas últimas semanas, a expectativa é que essa tendência de alta com viagens ao exterior seja revertida. Segundo os dados parciais do BC, apurados até o dia 22 de agosto, as despesas de brasileiros com turismo estão em apenas US$ 992 milhões.

— A apreciação (valorização do real frente ao dólar) estimula gastos no exterior. Como no mês de agosto, os números que a gente vê são taxas bem mais altas, isso pode se reverter — analisa Rocha.

Fonte: O Globo – Economia




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