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PUBLICADO 1 mês ATRÁS.

Prestação de serviços é a tendência para pequenas empresas

A perspectiva da população com uma melhora da economia deve impulsionar micro e pequenas empresas em todo o país, principalmente as voltadas ao mercado interno e de atendimento a necessidades básicas. A projeção é do Sebrae, que baseou o estudo “Negócios Promissores em 2020” em cruzamento e análise de um conjunto de dados do FMI, Banco Central e Ministério da Economia. Entre as principais conclusões está a previsão que o otimismo é maior para as empresas que atuam no setor de serviços, para os negócios voltados ao atendimento das necessidades básicas da população, para o segmento da construção, bem como os pequenos negócios que atuam no setor do agronegócio. “Essa expectativa de crescimento de 2,5% da economia brasileira em 2020 gera otimismo no brasileiro, que volta a consumir e investir mais em coisas que foram deixadas de lado em tempos de crise. Voltam a frequentar mais salões de beleza, gastar com alimentação fora de casa, fazer manutenções na casa e nos veículos”, exemplificou a consultora do Sebrae Suelen Pedroso da Costa em entrevista ao DC.

“Quando se percebe que o cenário começa a ficar positivo a nossa tendência nacional é gastar e investir um pouco mais”, reforça a consultora, destacando que o otimismo do consumidor alavanca os pequenos negócios. E não é só o otimismo do consumidor que influencia uma projeção positiva: a Sondagem Conjuntural, outra pesquisa do Sebrae, apontou em dezembro o melhor resultado da série histórica para a expectativa de contratações (41% dos entrevistados pretendem contratar até dezembro) e o segundo melhor indicador quanto às expectativas do futuro da economia (72% acreditam que a economia vai melhorar).Cerca de 73% dos entrevistados acreditam que o faturamento do seu negócio irá melhorar neste ano. Segmentos No setor de Serviços, de acordo com o estudo, as expectativas são positivas para os pequenos negócios de serviços pessoais (beleza e estética), serviços prestados às empresas (administração, vendas, serviços jurídicos e organização de feiras), na área da saúde, educação e transporte (cuidadores, clínicas, ensino superior, treinamento e transporte carga/passageiro). Nos segmentos que atendem às necessidades básicas da população, continuam em alta as empresas que atuam no comércio de alimentos e de alimentação fora do lar (restaurantes e marmitas). Já na construção civil, as micro e pequenas empresas de edificações, manutenção, comércio de material de construção e serviços especializados têm boas perspectivas de crescimento, enquanto que serviços de informática e comunicação, como desenvolvimento de programas e reparação de equipamentos também são evidenciados. Por fim, no segmento do agronegócio, o Sebrae aponta a possibilidade de um bom ano para os pequenos produtores rurais que atuam no comércio de cidades próximas às áreas de intensa produção agropecuária e no setor de máquinas e equipamentos. “O Paraná tem um grande aumento e consequentemente a nossa região também – já temos um avanço na prestação de serviços”, comenta Suelen. A consultora também explica que o principal destaque é o setor de serviços porque o comércio de bens demora um pouco mais para crescer porque o movimento é gradual: “As pessoas vão aproveitando o cenário para voltar a consumir”.

Crédito deve ser planejado, alerta consultora Para investir em ampliações ou novos negócios, muitos empreendedores tomam crédito de instituições financeiras – que, devido às sucessivas baixas na taxa de juros básica (Selic), têm oferecido novas modalidades e condições que atraem os financiamentos. A sondagem do Sebrae aponta que a maioria dos empresários (65%) pretende realizar investimentos nos próximos 12 meses. Essa expectativa é liderada pelas Empresas de Pequeno Porte (69%).

“O crédito facilitado depende muito de análise e planejamento. Mesmo quando há esta oferta é preciso ter um planejamento completo para olhar a curto e médio prazo porque de qualquer forma esse valor que acaba se recebendo vai ser diluído em meses e anos sendo pago”, alerta a consultora Suelen Pedroso da Costa. Ela também lembra que é necessário pensar no cenário futuro antes de apenas aproveitar as condições atuais. “Tem que fazer uma projeção de mercado. O segmento pode estar em alta agora, mas é necessário se precaver e entender que em algum momento isso possa vir a ter uma baixa”, aponta, lembrando que o Sebrae oferta consultorias e análises de viabilidade para investimentos. “O empreendedor precisa ter total consciência desse planejamento”, reforça.

Aposta planejada

Um exemplo de investimento planejado é o O’ttis Açaí Gourmet, empreendimento liderado por Leandro Ionak e sua esposa Brenda Tarsis Nogueira. O empresário contou ao DC que teve a ideia de abrir o negócio na metade do ano passado devido a uma oportunidade de trabalhar com o ramo que vivenciou em 2017, mas não foi concretizada.

“Queríamos algo mais novo e inovador e optamos por criar nossa própria marca. O objetivo é transformar em franquia, já demos entrada no registro da marca e até o final do ano queremos inaugurar mais duas unidades, fazendo esta tentativa de franqueamento em 2021”, afirma Leandro, que cita que a próxima loja será alocada dentro de um shopping em Guarapuava. A pequena empresa possui um estilo “gourmetizado” de produtos e oferta açaís, cremes de cupuaçu, milk shakes e sorvetes artesanais. “A disposição na hora de servir é diferente, e pela nossa proposta de marca, impacto visual, padronização de atendimento e estilo de loja as pessoas já acham que é uma franquia”, diz o empresário, reforçando que a empresa já foi aberta com este intuito planejado. “Sou formado em ciências contábeis e tenho experiência em gestão de negócios, o que contribuiu muito. Trabalhei dez anos com gestão de controladoria e de custos”, exemplifica.

Fonte: Diário dos Campos




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