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PUBLICADO 3 meses ATRÁS.

Pandemia deve gerar uma nova onda de empreendedorismo no Brasil, diz Eduardo Mufarej

Apesar da crise causada pela pandemia do novo coronavírus, o cenário atual no Brasil pode favorecer uma nova onda de empreendedorismo no país. A combinação entre baixas taxas de juros e maior liquidez no mercado internacional deve resultar em um aumento do capital disponível para financiar novos negócios.

“O empreendedor depende de financiamento, e historicamente não tínhamos muito no Brasil. Antes, o capital de fomento a empreendedores era muito concentrado entre aqueles que tinham financiamento próprio ou aqueles que conseguiram passar da arrebentação. Hoje, com mais capital disponível, tem mais gente se arriscando, e a arrebentação está mais perto da praia”, diz Eduardo Mufarej. O ex-CEO da Tarpon Investimentos foi um dos participantes do evento Menos 30 Fest, e conversou com Época NEGÓCIOS sobre inovação e empreendedorismo.

“O Brasil tem uma cultura empreendedora muito forte, mas acho que mais por um instinto de sobrevivência. Empreender muitas vezes é o único caminho”, diz. Por outro lado, o apetite a risco sempre foi baixo. Isso muda agora. “A Selic reduzida é um incentivo gigantesco à tomada de risco”, diz.

“No fim do dia, são os empreendedores que vão trazer a inovação. É um movimento importante para o Brasil”, diz. Para que esse cenário se confirme, no entanto, é preciso que as taxas de juros se mantenham baixas e que o mercado internacional permaneça com liquidez.

Uma oportunidade para o Brasil hoje é o ecossistema de startups, que vem se estabelecendo nos últimos anos. “Sem dúvida, veremos mais fundos de capital semente, mais aceleradoras, mais fundos de corporate venture. Isso é muito positivo”.

Um efeito negativo trazido pela crise do coronavírus, no entanto, foi a queda do financiamento a pequenas empresas. “A pandemia traz uma aversão a risco enorme. Com  isso, uma desigualdade grande entre as empresas. As maiores conseguem empréstimos, mas as pequenas, não”, diz. Para ajudar a lidar com esse problema, Mufarej é um dos idealizadores do Estímulo 2020, que oferece crédito e capacitação a empreendedores afetados pela crise causada pela pandemia. “Penso que é importante criar um canal paralelo aos bancos para que os bons empreendedores não fiquem pelo caminho”.

Educação

Para que o país volte a crescer, outro obstáculo a ser vencido, diz Mufarej, é melhorar o sistema educacional. “A gente gostaria que as pessoas estudassem coisas com as quais pudessem trabalhar, mas no Brasil 85% dos jovens não trabalham nas áreas em que estudaram”, afirma. “O mercado de trabalho precisa definir melhor o que quer do profissional, e a academia tem de se adaptar para formar esse profissional”. Além das habilidades técnicas, o executivo ressalta a crescente demanda e importância das soft skills.

Fonte: Época Negócios




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