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Classe Contábil
PUBLICADO 18 anos ATRÁS.

O banco antecipa a restituição de IR. Mas tome cuidado

O banco antecipa a restituição de IR. Mas tome cuidado r
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n Receber o dinheiro da restituição com meses de antecedência só é vantagem para quem tem dívidas cujos juros sejam muito altos, como cartão de crédito e cheque especial. O crédito só pode ser dado pelo banco que é citado na declaração de IR r
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nEstá com o cartão de crédito estourado? Extrapolou o limite do cheque especial? Os bancos têm uma solução para o seu problema: antecipar o dinheiro da restituição do Imposto de Renda. r
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nTrata-se de uma linha especial de crédito que vários bancos estão oferecendo aos seus clientes, mas que exige alguns cuidados para quem pensa em receber a restituição antes da hora. r
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nA tentação é grande, pela possibilidade de pôr o dinheiro rapidamente no bolso, sem esperar pelo calendário de devolução da Receita Federal, que começa em meados de junho. E também pelo assédio dos bancos, que prometem as melhores condições para antecipar o valor da restituição. r
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nA decisão de tomar esse crédito deve levar em conta as condições de cada contribuinte e as ofertas dos bancos. O professor de finanças da Universidade Federal do Paraná Mauro Halfeld diz que, do ponto de vista do contribuinte, o recebimento antecipado do imposto via crédito bancário é interessante apenas para a quitação de dívidas que embutem juros mais elevados, como as do especial e do cartão de crédito, que os cobrados pelos bancos na concessão do empréstimo. r
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n”Fora disso, endividar-se para o consumo é uma burrice”, diz o professor William Eid Júnior, do Centro de Estudos em Finanças da Fundação Getúlio Vargas (FGV) . r
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nNos bancos pesquisados, o empréstimo é concedido apenas aos clientes, com juros entre 3,90% e 4,50% ao mês. O valor do crédito varia de 60% a 100% do imposto a ser restituído apurado na declaração. r
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nA liberdade de escolha do contribuinte pela análise dessas condições, contudo, é limitada, na medida em que o banco financiador deve ser o mesmo anotado na declaração para o recebimento da restituição. Quem tiver conta corrente em vários bancos contará com mais opções. r
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nEm algumas instituições financeiras, a parcela dos juros será debitada mensalmente da conta corrente do cliente e o valor principal, quando houver a liberação do dinheiro pela Receita. Em outras, os juros são somados ao valor do empréstimo e a dívida total liquidada na chegada da restituição. r
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nA avaliação de custos e condições apenas não basta. É preciso levar em conta ainda que o empréstimo tem data para ser pago, em geral até dezembro, quando a Receita Federal devolve o último lote regular do Imposto de Renda. Se, por algum motivo, levar mais tempo para obter a restituição, o contribuinte estará sem dinheiro para liquidar a dívida com o banco. A liberação por lotes residuais pode levar até cinco anos. r
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nA questão é que os bancos não esperam. Vencido o prazo, convocam o cliente para cobrar o que deve e a negociação, em geral, desemboca em outro empréstimo, sob novas condições, como juros mais elevados e pagamento parcelado em alguns meses.




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