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PUBLICADO 9 anos ATRÁS.

Nascido para empreender

Li uma entrevista de Jim Collins, analista econômico americano, escritor e palestrante reconhecido mundialmente. Nela ele fala das diferenças entre o empreendedor americano e o brasileiro. O que me chamou a atenção foi a facilidade de se iniciar um negócio nos Estados Unidos. Em suas palavras: “Não é preciso pedir permissão a ninguém para abrir uma empresa. Ninguém poderá impedir você de acordar amanha de manhã e resolver pegar metade de uma peça de sua casa e começar uma empresa”. Não é fantástico? Imaginem se conseguíssemos fazer algo parecido aqui no Brasil.

O brasileiro tem o DNA do empreendedor. O brasileiro nasceu para empreender!

Fazendo uma análise do modelo americano podemos adaptá-lo perfeitamente à nossa realidade, bastando somente vontade política.

A burocracia para abertura de empresa no Brasil é um dos maiores obstáculos para o nascimento de novas empresas e, infelizmente, ainda estamos longe de um modelo justo e adequado. Até mesmo a modalidade do Empreendedor Individual é complicada e extremamente limitada e não podemos considerar que seja uma empresa, mas uma forma de incentivar o autônomo – que está atuando na informalidade – a fazer o recolhimento da sua contribuição previdenciária

Em resumo, é uma verdadeira odisseia o que o empreendedor passa para conseguir formalizar uma empresa. São tantas exigências que muitas vezes ele desiste antes mesmo de começar.

Tenho absoluta convicção de que, simplificando o processo de abertura de empresas, teremos uma explosão de novos empreendimentos, pois o brasileiro nasceu para empreender, mas ao ouvir tantas histórias desoladoras de pessoas que tentaram e quebraram a cara, acaba suprimindo este desejo até não mais lembrar que o tinha.

Só para você ter uma ideia, determinadas atividades necessitam de cinco licenças diferentes para funcionar. Se isso já não bastasse, cada órgão tem suas próprias exigências e prazos e, não são interligados entre si.

Com uma política totalmente castradora e abortiva, o Governo acaba matando as empresas antes mesmo de elas nascerem.

Se criarmos um ambiente simples e receptivo à abertura de novos empreendimentos, estaremos dando um grande passo rumo a uma sociedade mais justa. A quem interessa que menos empresas ingressem no mercado? Certamente não é ao Governo que, sendo um dos sócios majoritários, através da cobrança de impostos, é um dos que mais tem a ganhar se a empresa prosperar.

Os municípios também têm uma grande parcela de culpa da atual situação, pois a Lei do Simples Nacional prevê a facilitação na abertura de pequenas empresas, mas até hoje poucos estão aplicando o que diz a lei.

Se o município não pode fomentar a criação de novas empresas deveria então, intervir o mínimo possível.

Não existe plano de distribuição de renda mais justo e eficaz do que o incentivo às microempresas. E seria uma grande ajuda se o Governo não atrapalhasse.




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