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PUBLICADO 6 dias ATRÁS.

Na comparação anual, PIB brasileiro fica abaixo da metade da média global

Apesar de dar sinais de que está recuperando a rota do crescimento da atividade econômica neste ano, com alta de 1,2% no Produto Interno Bruto (PIB) do terceiro trimestre em comparação com mesmo período de 2019, o Brasil ainda não consegue liderar a expansão global, que vem desacelerando devido à guerra comercial entre China e Estados Unidos.

Com o dado divulgado, nesta terça-feira (3/12) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) do PIB entre julho e setembro, o país saiu da lanterna na economia global, mas continua bem abaixo da média de avanço mundial, de 2,5%, mais do que o dobro do registrado pelo país, conforme levantamento da Austin Ratings.

No ranking elaborado pela classificadora de riscos brasileira junto a 54 economias que divulgaram o resultado do PIB entre julho e setembro, o Brasil ficou 43º lugar. Está à frente de Suíça (44º), com crescimento de 1,1% no trimestre, e, na sequência, de Reino Unido (1,0%), de Tunísia (1,0%), de Turquia (0,9%) e de Alemanha (0,5%).

“O resultado não muda a classificação do país no ranking das 10 maiores economias do planeta, continuando em 9º lugar”, destacou o economista-chefe da Austin, Alex Agostini. A lista liderada por Estados Unidos. Após a divulgação dos dados do IBGE, ele manteve as estimativas de crescimento do PIB. “Os resultados consolidanm nossas projeções para 2019, de 1%, e reafirmam as de 2020, de 2,4%”, afirmou.

A lista elaborada pela Austin é liderada por Armênia, cujo PIB deu um salto de 7,9%, seguido por Filipinas, com expansão de 6,2%. China ficou em terceiro lugar, com alta de 6% no PIB do terceiro trimestre. Índia ficou em 7º lugar. O país da América Latina mais bem colocado foi o Chile, na 15º colocação, com 3,3% de crescimento econômico, seguido por Colômbia, em 16º, e por Peru, em 18º.

Na lanterna, ficou Hong Kong, com retração de 2,9%. Argentina e Venezuela, que atravessam forte crise econômica, não divulgaram seus resultados do terceiro trimestre ainda. “Essas economias devem demorar uns 15 dias para consolidarem seus resultados, pois lá a economia está bem conturbada”, explicou.

Fonte: Correio Braziliense




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