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PUBLICADO 8 anos ATRÁS.

Informação: o primeiro passo para as grandes decisões

Francisca Paris*

 

Em nossas escolas, dizemos quase cotidianamente aos nossos alunos que eles precisam se informar sobre os acontecimentos, que devem ler jornais, acompanhar o que se passa no mundo, pois isso lhes será cobrado na sala de aula, no Enem, nos vestibulares, na vida.

De fato, ninguém há de negar essa verdade. Em uma época complexa como a nossa, a informação torna-se cada vez mais valiosa e nos permite entender mais rapidamente o que se passa e tomar decisões, nos mais diversos âmbitos – seja para escolher uma profissão, adquirir uma tecnologia adequada às nossas necessidades ou administrar nossa vida pessoal.

Bem, se tudo isso é ponto pacífico, por que ainda nossos gestores se informam tão pouco antes de escolherem os rumos a serem tomados? Uma resposta está na própria cultura escolar.

Ao longo do tempo, as escolas se estabeleceram como instituições isoladas – até mesmo das outras escolas. Temos uma tradição de pouca troca de experiências, de pouca preocupação em acompanhar os movimentos externos, e talvez por isso venha sendo tão difícil para as organizações que atuam na educação acompanhar as exigências dos novos tempos, que exigem agilidade de pensamento e de ação.

Falta aos gestores escolares uma cultura que é prato do dia no mundo corporativo, no qual se sucedem encontros, reuniões, meetings, entre profissionais e empresas dos mesmos segmentos. No meio empresarial, há incontáveis revistas e serviços on-line com informações frescas sobre mercado, tendências, produtos e serviços. Em vez de temer a cópia de seus diferenciais, as empresas e os novos profissionais sabem que há muitos desafios comuns a todos, e fica para trás quem se recusa a aprender com os acertos e os erros dos outros.

É preciso mudar essa cultura da gestão escolar. Os diretores administrativos e pedagógicos, os coordenadores, enfim, os líderes de todas as instâncias devem buscar conhecer as experiências de seus pares em todas as oportunidades que tiverem. Seja lendo revistas pedagógicas e de segmentos afins, acompanhando o noticiário econômico e político (temos um Plano Nacional de Educação no Congresso Nacional, alguém se lembra?) e/ou participando de encontros, congressos, reuniões do setor, os gestores precisam estar com as antenas ligadas para o que acontece.

Afinal, as escolas não podem mais se comportar como instituições avessas às mudanças, especialmente no que se refere aos aspectos da gestão. A extrema competitividade do mundo atual e a velocidade das transformações que nos cercam não nos deixam outro caminho senão seguir os mesmos conselhos que damos aos nossos alunos: aprender, aprender sempre.

 

* Francisca Paris é pedagoga, mestra em educação e diretora de serviços educacionais do Ético Sistema de Ensino (www.sejaetico.com.br), da Editora Saraiva




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