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Classe Contábil
PUBLICADO 11 anos ATRÁS.

Gestão empresarial no Escritório de Contabilidade

Tenho lido vários artigos que reportam sobre qualidade, futuro ou até extinção da Contabilidade em detrimento do atual cenário contábil-fiscal, como novas situações,  tais como: ampliação na lista de produtos sujeitos à cobrança de Icms pelo sistema substituição tributária em número cada vez maior por parte dos Estados; implantação de utilização nota fiscal eletrônica, Speed fiscal e contábil, alterações na Contabilidade alusivas á Lei nº 11.638/2007.

Diante destas novidades, que aliás, algumas delas já se fazem presentes no dia-a-dia dos contabilistas (principalmente nas rotinas do escritório de contabilidade) que é foco deste artigo.

Nas minhas cotidianas leituras, observo uma preocupação no tocante ao aumento ou diminuição dos serviços executados pelos escritórios, alguns relatam que o fluxo de informações que serão enviadas ao fisco terão um vulto maior, exigindo talvez uma demanda maior contratação de funcionários junto ao depto fiscal. Outros colegas mencionam até a extinção da Contabilidade, já que praticamente tudo vai ser efetuado de forma eletrônica, como se fosse uma espécie de cadastro econômico-financeiro ao fisco.

Analisando estas duas vertentes, entendo que muito pelo contrário a respeito de possível extinção da Contabilidade ou redução de serviços executados pelo Escritório de Contabilidade, haverá acréscimo de trabalho em virtude de que as informações geradas ao fisco e ao cliente estão cada vez mais refinadas, exigindo cada vez mais o emprego de técnica apurada por partes dos profissionais.

Com esta realidade presente e futura nos rumos de nossos árduos trabalhos exigirão do proprietário do Escritório de Contabilidade, além do conhecimento técnico (indispensável para condução do escritório), uma visão empresarial para visualizar estas novas demandas e ações no sentindo de atender com qualidade seu cliente.

Atuo alguns anos em Escritório de Contabilidade e podemos diagnosticar que será necessário levar em conta os seguintes pontos:

1-Contratar profissional altamente qualificado, substituindo aquela visão de “pagar barato” , pois depois damos um jeito nos serviços;

2-Capacitar e treinar os funcionários existentes, a qual inúmeras entidades relacionadas com nossa área já realizam e é vital a troca de conhecimentos dentro do próprio escritório, por exemplo: a contabilidade promover curso interno para o fiscal e vice-versa, assim como nos demais setores do escritório;

 

3-Investir em tecnologia da informação, locando ou adquirindo softwares integrados (fiscal-contabilidade-folha-patrimônio) em vez de um para cada área, dificultando as importações, pois, agilidade é o que mais precisamos hoje em dia;

4-Reuniões periódicas internamente no escritório com envolvimento de todos setores objetivando traçar metas e planejamento de trabalhos, em muitos casos observei falta de sintonia entre proprietário e sua equipe, refletindo assim nas informações enviadas ao usuário externo (cliente);

5-Enaltecer através de demonstrações dos trabalhos (serviços em geral) que o escritório executa para seu cliente, podendo conforme o caso agendar visita de seu cliente para que apresente de forma detalhada todos os controles, rotinas e demais atividades necessárias para excelente atendimento.

6-Efetuar periodicamente visitas aos clientes no sentindo de verificar suas necessidades, bem como, pesquisar ou checar o trabalho desenvolvido pela sua equipe para que não se surpreenda durante a vigência do contrato;

7-Lembrar sempre que seu cliente é seu principal foco, de que quando o cliente reclama, não é “ele” que é chato, intragável e sim refletir de como anda a organização de meu escritório.

Evidente e sabedor que para lograr êxito nestes breves pontos por mim citados, que o valor dos honorários cobrados pelos nobres colegas devem ser justos (para dois lados: contabilista e cliente) para consecução dos trabalhos, mesmo que este assunto (honorários) vem sendo discutido pelas classes representativas e que ainda não se chegou a um consenso, por isso, que invoquei no preâmbulo deste artigo a visão de “GESTOR” vai ser fundamental para vencer este desafio.

Em suma, espero que este texto contribua para troca de idéias entre os colegas de nossa estimada e conceituada profissão a qual me orgulho de fazer parte.


Autor: sem foto Aguinaldo


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