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Classe Contábil
PUBLICADO 8 anos ATRÁS.

Gerenciamento empresarial sob a ótica do Neopatrimonialismo

O estudo da riqueza das células sociais é algo que há muito tempo preocupa o ser humano e que hoje se tornou uma busca constante. Por conseqüência, o homem ao longo de toda sua trajetória se envereda por vários caminhos, e doutrinas científicas, buscando solucionar aquilo que tanto lhe incomoda.  

Por essas razões, vemos a estreita relação entre a riqueza e patrimônio. Daí a necessidade de entender e registrar a riqueza social e a movimentação do patrimônio através de um método racional de estudo e análise. A contabilidade então veio para satisfazer essa necessidade, trazendo consigo métodos axiomáticos próprios.

No entanto, tudo se transforma e se modifica em pouco espaço de tempo. Essa lógica é válida também para a riqueza e para o patrimônio das células sociais. Devido ao aparecimento das mais variadas formas de sociedades empresariais, novas tecnologias produtivas, a necessidade por novos produtos e serviços, e os novos modelos de gestão, seria necessário também que houvesse mudanças no modo de analisar o comportamento da riqueza e o dinamismo do capital das entidades.

Estudando o caso sob essa nova ótica, surge também a necessidade de se adequar o modo de análise dos fatos contábeis à realidade da nova conjuntura atual. Assim, o Neopatrimonialismo surge como uma alternativa viável e eficaz de se estudar o comportamento do patrimônio das instituições, devido a sua amplitude analítica, oferecendo assim um grande número de informações claras e precisas acerca do comportamento do capital.

Apoiada na idéia de que tudo se interage, a teoria Neopatrimonialista tem como ponto característico o estudo do patrimônio sob uma ótica holística. A palavra “holismo” tem sua origem na expressão grega “holos”, a qual significa “todo” ou “por inteiro”.

Sendo assim, o que o Neopatrimonialismo prega é a idéia de um “todo” que seria mais importante que a soma das partes. Daí a necessidade de estudar o comportamento e a evolução do patrimônio como se este fosse um sistema único formado por vários órgãos interagindo entre si, dando-lhe dinamismo, alterando-o positivamente ou de forma negativa.

Com esse raciocínio, chegamos à Teoria das Funções Sistêmicas tão bem arquitetada pelo mestre Lopes de Sá.

Desta forma, as entidades são tidas como células sociais, compostas de um complexo organismo social, que reciprocamente expele e absorve influência do meio ao qual ela se insere. Indo mais além, partimos da idéia de que como todo e qualquer organismo vivo, o patrimônio social também é dinâmico e precisa satisfazer e suas necessidades. E na busca da satisfação dessas necessidades, é que surgem os fatos contábeis, resultado das ações dos gestores empresariais aliada ainda a fatores exógenos diversos e estranhos às células sociais.

Na Teoria das Funções Sistêmicas, temos várias funções importantes e indispensáveis ao bom desenvolvimento das células sociais. Dentre as quais destacam-se: Liquidez, resultabilidade, economicidade, produtividade, elasticidade, invulnerabilidade e estabilidade. A lógica neopatrimonialista investiga e analisa a ocorrência destes fenômenos, trazendo para o campo gerencial, a aferição de suas influências no resultado financeiro das empresas.

Porém, é importante entender que essas funções são necessárias para o desenvolvimento sadio e harmonioso das empresas, no entanto, no gerenciamento neopatrimonialista, estas funções devem ser avaliadas sob um aspecto sistêmico e unificado.

Por isso, devido à sua capacidade de avaliar os fatos contábeis e os fenômenos financeiros das empresas sob a ótica da interatividade, a lógica do neopatrimonialismo, é uma importante ferramenta de gestão empresarial. Isto porque não é somente um fato contábil ou uma situação financeira que determinarão o sucesso ou o fracasso de uma instituição, mas a interação de todos os sistemas que a compõem.

Outro grande benefício que a análise gerencial neopatrimonialista oferece é sua capacidade de canalizar todos os acontecimentos contábeis das empresas, ligando-os à sua situação financeira em determinado momento.

Porém, a doutrina neopatrimonialista, não busca somente o estudo estático do patrimônio. Ela ainda se oferece como uma importante ferramenta de gestão e planejamento futuro, pois com a análise interativa dos fatos, ela também consegue traçar um planejamento para médio e longo prazo. Isso porque ela estuda o todo através da agregação das partes.

Por essas razões, o modo de gerenciamento neopatrimonialista é uma alternativa capaz de identificar todas as reais necessidades das empresas, além de ser um moderno instrumento para se chegar à eficiência máxima na gestão e utilização do capital.




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