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PUBLICADO 9 meses ATRÁS.

Estoque total de crédito cai 0,4% em janeiro e soma 3,462 trilhões, diz BC

As operações de crédito realizadas no primeiro mês deste ano no Brasil somaram R$ 3,462 trilhões, de acordo com o Banco Central (BC). O montante representa 47,5% do Produto Interno Bruto (PIB) e é 7% maior que o registrado em janeiro de 2019. Em comparação com dezembro, contudo, houve um recuo de 0,4% no estoque de crédito do país.

Segundo o Banco Central, o recuo mensal de 0,4% reflete a sazonalidade do mês, já que dezembro é um mês de maior endividamento e janeiro um mês de maior controle dos gastos. Essa queda, porém, foi puxada pelos financiamentos das pessoas jurídicas, que caíram 2,2% em janeiro ante dezembro.

O financiamento às pessoas físicas, por sua vez, foi no caminho contrário e subiu 0,8% no mês. As pessoas físicas ficaram, então, com R$ 2 trilhões dos R$ 3,4 trilhões de crédito ofertados em janeiro.

Olhando para os últimos 12 meses, por sua vez, houve uma alta do estoque de crédito nacional. Segundo o BC, a carteira de crédito passou de R$ 3,236 trilhões em janeiro de 2019 para R$ 3,462 trilhões em janeiro de 2020. A alta também foi puxada pelos empréstimos realizados pelas famílias brasileiras: a expansão do crédito às pessoas físicas foi de 12,2%, contra alta de 0,4% no crédito às empresas.

Algumas modalidades do crédito à pessoa física, por sinal, não foram afetados pela sazonalidade de janeiro e continuaram em alta neste início de ano. O saldo do financiamento de veículos, por exemplo, chegou a R$ 207 bilhões em janeiro – montante 1,7% superior ao de dezembro (R$ 203,5 bilhões) e 19,7% maior que o de janeiro do ano passado (R$ 170,2 bilhões).

As taxas de juros, por sua vez, subiram em janeiro. De acordo com o Banco Central, a taxa média de juros das operações de crédito realizadas no mês chegaram a 23% ao ano, com uma alta de 0,4% ante dezembro, quando essa taxa foi de 22,6%. A taxa dos créditos não consignados, por exemplo, subiu de 94,6% ao ano para 103,5% ao ano entre dezembro e janeiro. Já a do crédito consignado foi de 20,5% ao ano para 21,3% ao ano. A taxa do cheque especial, por sua vez, despencou de 247,6% ao ano para 165,5% ao ano. Essa redução, contudo, é reflexo da normativa do BC que entrou em vigor em janeiro, limitando os juros dessa modalidade a 8% ao mês.

Por conta desse e de outros fatores, a inadimplência média das operações de crédito realizadas no país teve uma ligeira alta de 0,1%, passando de 2,9% em dezembro de 2019 para 3% em janeiro de 2020.

Fonte: Correio Braziliense




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