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Classe Contábil
PUBLICADO 7 anos ATRÁS.

Estará na fusão/aquisição de empresas a “luz no fim do túnel” para a atual crise das companhias aéreas?

Reginaldo Gonçalves*

 

A fragilidade no setor aéreo não é novidade: no caso brasileiro a Tam e sua concorrente, a Gol, buscam estratégias para permitir sua sustentabilidade. Para isso, cada uma vem lançando mecanismos para se manter no mercado. A Tam buscou aliança com a Lan Chilena e, no processo de fusão, criou a “Latan”, que busca, além da redução de custos operacionais, um mecanismo que amenize os impactos da variação cambial sobre as operações com leasing e combustíveis, permitindo redução das despesas financeiras e aumento do lucro.

 

No caso da Gol, buscou-se a parceria com a Delta Airlaines, com a venda de aproximadamente 5% da participação e um assento no conselho. A busca de parcerias é fundamental para fomentar os vôos internacionais, com rotas mais sustentáveis e com aproveitamento maior do número de   assentos nas aeronaves, permitindo a busca por menos custos e mais lucratividade. 

 

O mercado se mantém preocupado, principalmente com os resultados do 2º trimestre de 2012, já que no 1º trimestre os resultados não foram favoráveis. A concorrência, com a busca de uma tarifa mais baixa e redução dos custos, não está sendo suficiente para salvaguardar os aumentos de salários, combustíveis e agora o novo inimigo: o câmbio.

 

A situação das companhias aéreas é complicada em todas as partes do mundo e, se não houver essa busca de sinergia, elas tendem a acabar, se não buscar, como a Azul, rotas alternativas. 

 

No Uruguai, os problemas relacionados a Cia. Aérea Pluna, que se tornou insolvente e com problemas de liquidez no curto prazo, fez com que a tentativa da venda de 75% das ações não conseguisse sucesso. Por causa disso, a proposta emergencial do governo – já que no caso de sete aviões Bombardier CRJ 900 o governo é o principal fiador – será colocar em leilão todas as aeronaves. A expectativa é que a renda seja de US$ 140 milhões.

 

A dificuldade financeira vivida pela Pluna não é diferente de muitas companhias aéreas. A queda nos preços das passagens, desaceleração da economia, alto preço do combustível e problemas de tráfego aéreo fizeram com que a empresa acumulasse prejuízos em torno de U$ 100 milhões  entre 2007 a 2012.

 

A Tam, que espera crescer por meio da fusão com a Lan Chilena, e a Cia Aérea Avianca, que já espera a privatização da Tap pelo governo português, apresentaram interesse na aquisição de parte da Pluna. Pode estar aí a luz no fim do túnel para essas empresas de aviação. 

 

*Reginaldo Gonçalves é coordenador de Ciências Contábeis da FASM (Faculdade Santa Marcelina).




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