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PUBLICADO 11 meses ATRÁS.

Dólar reduz ritmo de alta, mas fecha com ganho de 0,31%, a R$ 4,02

O dólar desacelerou o ritmo de alta na parte da tarde, depois de encostar em R$ 4,04. A divulgação dos emplacamentos de veículos em 2019, com o melhor desempenho anual em 5 anos, deu mais uma sinalização para reforçar o otimismo dos investidores com a economia brasileira este ano e o Ibovespa bateu máximas, renovando recordes históricos.

No exterior, porém, o dia foi de forte alta da moeda americana, em meio a indicadores fracos da indústria da China e da zona do euro, e da perspectiva de assinatura do acordo comercial fase 1 entre a Casa Branca e Pequim. O primeiro dia útil de 2020, porém, foi marcado por liquidez fraca. No mercado à vista, o dólar comercial terminou em alta de 0,31%, a R$ 4,0242. No mercado futuro, o dólar para fevereiro fechou com ganho de 0,17%, a R$ 4,0310.

Pela manhã, saiu outro indicador de que a atividade ganha força, o Índice de Confiança Empresarial (ICE), divulgado pela Fundação Getúlio Vargas (FGV), que atingiu o maior nível em dezembro desde janeiro de 2019. Os economistas do banco americano Citi reforçam que o indicador ratifica o quadro melhor para a economia brasileira, mostrando melhora da confiança na indústria, serviços, comércio e construção.
O quadro favorável com o Brasil fez o Ibovespa ultrapassar na tarde de hoje os 118 mil pontos pela primeira vez na história, ajudando a retirar pressão no câmbio, por conta da expectativa de fluxo externo mais favorável, após os fracos números de 2019. No ano, até o dia 27 de dezembro, o fluxo cambial ficou negativo em US$ 43 bilhões, o pior resultado da história. Pelo canal financeiro, que inclui os investimentos na B3 e em renda fixa, saíram US$ 61 bilhões, em valores líquidos.

O gestor Dan Kawa, sócio-diretor da TAG Investimentos, vê chances de enfraquecimento do dólar pela frente no Brasil, mas a dúvida é sobre a sustentabilidade deste movimento. “Iniciamos 2020 com alguns desafios, como aglutinar novamente o Congresso em torno de novas reformas, mas com um quadro econômico um pouco mais arrumado.

“O primeiro dia útil de 2020 foi marcado por alta forte do dólar no exterior, apesar do apetite renovado por ativos de risco. As bolsas em Nova Iorque bateram recordes, mas o dólar subiu antes divisas fortes e emergentes. Os PMIs da zona do euro, China, Reino Unido caíram, enfraquecendo as moedas destas regiões, o que ajudou a fortalecer o dólar no mercado internacional. Além disso, a moeda americana ganhou força com as declarações de Donald Trump, de que vai assinar o acordo comercial fase 1 no próximo dia 15 e em seguida planeja viajar à China para negociar da fase 2.

“O ano novo começa com otimismo após as declarações de Trump”, afirmam as economistas do banco espanhol BBVA, Cristina Varela e María Sánchez Carvajal. Além disso, o governo chinês anunciou medidas de estímulo monetário, que incluem corte dos depósitos compulsórios.

Fonte: Estadão Conteudo




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