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PUBLICADO 2 meses ATRÁS.

Dólar fecha em queda, no menor valor em duas semanas

O dólar fechou em queda nesta terça-feira (29), no menor valor em duas semanas, em um dia relativamente positivo para ativos de risco no exterior.

A moeda encerrou o dia em baixa de 1,16%, vendida a R$ 3,7208. Veja mais cotações. É a menor cotação desde 14 de janeiro, quando terminou o dia em R$ 3,6996.

Avaliação

Para o operador Cleber Alessie Machado Neto, da H.Commcor, o real tem mostrado movimentos mais abruptos em relação aos principais pares desde o começo do ano.

“Como estamos mais em evidência, por causa de expectativas de reformas, o real tem uma oscilação mais acentuada”, diz o especialista ao Valor. O pano de fundo, diz, tem cautela sobre desaceleração econômica global, mas a leitura de uma estratégia mais favorável aos juros baixos do Federal Reserve (Fed, banco central americano), enquanto os investidores ainda aguardam o avanço da agenda de reformas no Brasil.

No cenário externo, o Fed deve manter o tom mais suave em sua de decisão de política monetária na quarta-feira. Para os especialistas do Rabobank, o BC americano pode até tentar sinalizar que está se preparando para outra alta no final do ano, mas “essa pausa provavelmente se tornará no fim do ciclo devido ao risco de uma recessão nos EUA em 2020”.

Os investidores também acompanham a nova rodada de negociações entre Estados Unidos e China, que deve acontecer amanhã, com a chegada do vice-premiê da China, Liu He, nos EUA. Além disso, o Parlamento do Reino Unido votará hoje o “Plano B” do acordo do Brexit, depois de uma primeira versão ter sido rejeitada no início do mês.

Cenário local

Internamente, o mercado permaneceu na expectativa pelo início dos trabalhos no Legislativo, na sexta-feira, com a escolha dos presidentes da Câmara e Senado, e monitora a recuperação do presidente Jair Bolsonaro, que passou por cirurgia de reversão da colostomia na segunda-feira.

A expectativa é que, mesmo durante a recuperação em São Paulo, Bolsonaro possa avançar com definições sobre a reforma da Previdência, muito aguardada pelo mercado.

“O real tem mantido uma certa resiliência (ante o dólar) com a expectativa de que a agenda interna vai caminhar”, ponderou Campos Neto.

Embora não tenha a priori impacto direto na moeda, participantes do mercado têm no radar os desdobramentos do rompimento da barragem da Vale em Brumadinho (MG), que derrubou as ações da mineradora em mais de 24% na segunda-feira, o pior desempenho da história do mercado brasileiro.

O Banco Central vendeu nesta sessão 13,4 mil swaps cambiais tradicionais, equivalentes à venda futura de dólares. Desta forma, rolou US$ 12,73 bilhões do total de US$ 13,398 bilhões que vencem em fevereiro. Se mantiver essa oferta diária e vendê-la até o final do mês, terá feito a rolagem integral.

No dia anterior, a moeda norte-americana subiu 0,06%, a R$ 3,7643.

Fonte: Notícias G1




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