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PUBLICADO 4 meses ATRÁS.

Dólar cai a R$ 5,75 e Bolsa sobe mais de 3% nesta segunda-feira (18)

O dólar abriu em queda e a Bolsa em alta nesta segunda-feira (18/5), com o mercado embalado pela reabertura da economia de alguns países da Europa. O ânimo reverte os resultados negativo da última sexta-feira, quando a moeda norte-americana fechou com valorização de 0,33% a R$ 5,84, e o Ibovespa, principal índice de rentabilidade da Bolsa de Valores de São Paulo (B3), teve queda de 1,84% a 77.556 pontos. Às 11h17, contudo, o Ibovespa já subia 3,16%, recuperando o patamar dos 80 mil pontos, enquanto o dólar recuava 1,51% a R$ 5,75.

Para o diretor da Mirae Asset, Pablo Spyer, o mercados responde à abertura de algumas economias . “Mais do que à vacina experimental da Moderna, que é ao que a maioria atribui o otimismo, a reação é pelo retorno da atividade econômica de vários países da Europa, ainda que lentamente”, explicou. “O fim dos lockdowns mostra uma esperança de recuperação, com risco menor da segunda onda”, destacou. Quase todos os países do velho continente saíram do isolamento. Nos Estados Unidos, a Califórnia está com índice de abertura em 75%.

Spyer acrescentou que uma fala de Jerome Powell, presidente do Federal Reserve (Fed), banco central norte-americano, no domingo à noite, também animou os mercados. “Ele disse que, nem de longe, o Fed está sem munição para salvar os EUA, no médio e longo prazos. FAlou que quem apostar contra a economia norte-americana vai se dar mal”, ressaltou.

Segundo Spyer, a bolsa americana reabrirá dia 26, ainda que parcialmente, mas a China já está reaquecendo sua economia, tanto que o petróleo voltou a subir. “O Iraque prometeu aderir aos cortes de produção, o que deve elevar o preço da commodity”, acrescentou o diretor da Mirae. Com tudo isso, as bolsas europeias sobem 4% na média.

No mercado doméstico, a boa notícia foi a afirmação do ministro da Economia, Paulo Guedes, de que não vê sua saída do governo próxima, completou Spyer. O dólar cai 0,5% frente à cesta de moedas DXY, na qual o euro tem um peso de 57%. “No Brasil, quando sobe, sobe mais. E quando cai, a queda também é maior, por isso, essa valorização na abertura dos mercados”, explicou Spyer.

O otimismo é tanto que até mesmo as empresas aéreas e da área de turismo, as mais impactadas pela crise de coronavírus, registram alta, como a Azul, Gol e CVC, com valorizações entre 7% e 10%.

As ações da Petrobras também sobem forte, mais de 6%, apesar dos resultados apresentados na semana passada, quando a diretoria revelou o balanço do primeiro trimestre, com rombo de R$ 48,5 bilhões. Isso ocorre porque o petróleo disparou 9%, superando US$ 32 (o WTI), maior nível em mais de um mês, enquanto o Brent avança mais de 6%, efeito da demanda da China, que começa a recuperar os patamares de antes dos isolamentos. A Vale também sobe forte em uma sessão de ganhos para o minério de ferro.

Fonte: Correio Braziliense




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