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PUBLICADO 2 meses ATRÁS.

Dívida Pública Federal cai para R$ 4,12 trilhões em outubro, diz Tesouro

O estoque da dívida pública federal (DPF, dívidas governo federal para financiamento dos débitos do governo dentro e fora do país) encerrou o mês de outubro com queda de 0,84% em outubro e ficou em R$ 4,120 trilhões, informou a Secretaria do Tesouro Nacional, do Ministério da Economia. Em setembro, a dívida somava R$ 4,155 trilhões. No mês passado, a dívida interna baixou 0,68%, de R$ 3,993 trilhões para R$ 3,966 trilhões. E a dívida externa caiu 4,79%, em relação a setembro, em R$ 154,71 bilhões (US$ 38,64 bilhões).

O mês foi marcado por resgates líquidos e pelo recuo do dólar em relação ao real, de acordo com o Tesouro. O recuo da dívida pública em outubro também está relacionado ao alto volume de vencimentos de títulos públicos, que somou R$ 114,068 bilhões. A emissão de papéis pelo governo somou R$ 59,43 bilhões em outubro. Já as despesas com juros (R$ 19,70 bilhões) atuaram em sentido contrário, para elevar a dívida pública, mas ficaram abaixo do volume de resgates no mês passado.

O resultado de outubro está dentro da programação do governo de crescimento da dívida pública em 2019. Nas estimativas do Tesouro Nacional, feitas no início do ano, ao fim de 2019 o montante pode ficar entre R$ 4,1 trilhões e R$ 4,3 trilhões. Em todo ano passado, a dívida pública teve aumento de 8,9%, segundo números oficiais. De acordo com o coordenador de Operações da Dívida Pública, Roberto Beier Lobarinhas, toda gestão de dívida é feita de forma a reduzir os riscos do país.

A variação do dólar, por questões relacionadas à guerra comercial entre Estados Unidos e China, segundo Lobarinhas, teve pouco impacto. “Eu diria que é muito pouco relevante. Olhamos a composição da dívida cambial e não observamos variação relevante”, disse. Questionado se estava previsto uma possível atuação conjunta com o Banco Central. Ele disse que não foi observada “nada nem próximo da necessidade de se fazer qualquer coisa, qualquer atuação. Não há nada no radar nesse sentido”, destacou.

Entre os detentores da dívida brasileira, os não-residentes diminuíram seu estoque em R$ 6,50 bilhões, o que resultou em queda na participação total de 11,42%, em agosto, para R$ 11,33%, em outubro. As instituições financeiras também reduziram em R$ 29,74 bilhões, para R$ 919,92 bilhões, com queda na participação de 23,61% para 23,02%. Apenas o estoque da previdência teve aumento, passando de R$ 1,008 trilhão, para R$ 1,016 trilhão, entre setembro e outubro, elevando a participação para 25,62%.

Tesouro Direto

O Programa Tesouro Direto, venda de títulos públicos a pessoas físicas pela internet, teve um aumento de 0,72% em outubro. Agora, já acumula estoque total de R$ 59,194 bilhões. O título com maior representação no estoque é o Tesouro IPCA, que corresponde a 35,49% do total, seguido pelo Tesouro-Selic, com 33,77% do total.

Fonte: Correio braziliense




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