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PUBLICADO 6 meses ATRÁS.

Coronavírus: mercado financeiro revisa projeções da economia brasileira

O mercado financeiro voltou a revisar as projeções de crescimento da economia brasileira. De acordo com o Boletim Focus desta semana, os analistas esperam que o Produto Interno Bruto (PIB) do Brasil caia quase 2% neste ano em virtude da pandemia do novo coronavírus. Mas já vislumbram uma recuperação de 2,7% em 2021.

Divulgado nesta segunda-feira (13) pelo Banco Central, o Boletim Focus mostra que as instituições financeiras reduziram de -1,18% para -1,96% a projeção para o PIB do Brasil em 2020. A queda se explica pelos impactos do coronavírus na atividade econômica: o Focus já calcula, por exemplo, que a produção industrial brasileira vai cair 1,42% neste ano por conta desse momento de desaceleração econômica.

Esta foi a nona queda consecutiva da perspectiva do mercado financeiro para o PIB do Brasil em 2020. Ainda assim, a projeção parece otimista. Relatório divulgado nesse domingo (12) pelo Banco Mundial explica que o coronavírus pode provocar um tombo de até 5% da economia brasileira neste ano.

Inflação

Além de reduzir a projeção do PIB, o mercado rebaixou a perspectiva da inflação deste ano. O indicador passou de 2,72% para 2,52%, bem perto do piso da meta estipulada para 2020 pelo Banco Central, que é de 2,5%. Isso porque os analistas calculam que a atual desaceleração econômica vai pesar mais nos preços do que a alta do câmbio, cuja projeção passou de R$ 4,50 para R$ 4,60 neste ano.

Por conta disso, o mercado segue esperando um novo corte da taxa básica de juros (Selic). A expectativa é que o Comitê de Política Monetária (Copom) corte a Selic de 3,75% para 3,25% até maio.

2021

Apesar de ver um baque mais forte da economia brasileira em 2020, os analistas ouvidos pelo Boletim Focus acreditam que a economia brasileira vai se recuperar de forma um pouco mais acelerada a partir do próximo ano. Por isso, elevaram de 2,5% para 2,7% a perspectiva de alta do PIB do Brasil em 2021.

A alta na projeção de 2021 se explica em parte pela perspectiva de que, depois da contração deste ano, a produção industrial brasileira cresça 2,95% e não mais 2,7% no próximo ano.

Fonte: Correio Braziliense




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