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Classe Contábil
PUBLICADO 11 anos ATRÁS.

Contribuições na formação de um contador gerencial

Para que seja alcançado o patamar de um contador com espírito gerencial, as contribuições são inúmeras as quais pretendo numerá-las e fazer uma abordagem quando for tratar dos perfis de um contador gerencial. Entretanto, gostaria neste primeiro momento abordar a questão da educação para o ensino superior.

A educação é um dos fatores mais importantes no desenvolvimento de um país, pois é através da educação que o país consegue atingir melhores níveis de desempenhos em todas  áreas do conhecimento, quer seja na saúde, tecnologia etc, e também obtém melhorias no nível de renda, empregos e na qualidade de vida para sua população.

Com o advento da Lei  9.394/96, que estabelece as diretrizes e bases educação nacional, no que se refere a educação superior tem-se por finalidade conforme seu art. 43º.

I – estimular a criação cultural e o desenvolvimento do espírito científico e do pensamento reflexivo;

II – formar diplomados nas diferentes áreas de conhecimento, aptos para a inserção em setores profissionais e para participação no desenvolvimento da sociedade brasileira, e colaborar na sua formação contínua;

III – incentivar o trabalho de pesquisa e investigação, científica visando o desenvolvimento da ciência e da tecnologia e da criação e difusão da cultura, e desse modo, desenvolver o entendimento do homem e do meio em que vide;

IV –  promover a divulgação de conhecimentos culturais, científicos e técnicos que constituem patrimônio da humanidade e comunicar o saber através do ensino, de publicações ou de outras formas de comunicação;

V – suscitar o desejo permanente de aperfeiçoamento cultural e profissional e possibilitar e correspondente concretização, integrando os conhecimentos que vão sendo adquiridos numa estrutura intelectual sistematizadora do conhecimento de cada geração;

VI – estimular o conhecimento dos problemas do mundo presente, em particular os nacionais e regionais, prestar serviços especializados à comunidade e estabelecer com esta uma relação de reciprocidade;

VII – promover a extensão, aberta a participação da população,  visando à   difusão das conquistas e benefícios resultantes da criação cultural e da pesquisa científica e tecnológica geradas na instituição; ( LEI 9.394/96 ).

As finalidades relacionadas no Art. 3º da Lei 9.394/96, refletem a vontade e a importância de como deve ser conduzido o ensino superior em nosso país, com liberdade de expressão, o incentivo ao senso crítico e reflexivo, dando  importância também  a criação,  ao incentivo a pesquisa científica, estas dentre outras finalidades podem nortear o futuro do ensino superior em nosso país, bastando para isso, implantar e implementar o que está formalizado nesta Lei.

Para se obter uma boa educação são necessários vários fatores de contribuição desde do investimento em estrutura física, o investimento em novas tecnologias, a observância as normas que a regem, o aperfeiçoamento e o planejamento contínuo em educação, desde da educação básica ao do nível superior, no entanto, não se pode esquecer do trabalho humano, ou seja, o profissional da educação, que exerce um papel de suma importância neste contexto.

O art. 61º trata do tema: a formação de profissionais da educação, de modo a tender aos objetivos dos diferentes níveis e modalidades de ensino e às características de cada fase do desenvolvimento do educando, terá como fundamentos.

I – a associação entre teorias e práticas, inclusive mediante a capacitação    em serviço;

II – aproveitamento da formação e experiências anteriores em instituições e ensino e outras atividades;( RESOLUÇÃO CNE/CES10/2004 )

Para que o profissional da educação esteja habilitado para exercer o magistério do ensino superior é necessário muito investimento na sua qualificação profissional, ou seja, deve deter o curso de pós-graduação, mestrado e doutorado.

Além de investir em educação continuada. ”A preparação para o exercício do magistério superior far-se-á em nível de pós-graduação, prioritariamente em programas de mestrado e doutorado”.

1.                

A resolução CNE/CES 10/04, institui as diretrizes curriculares nacionais para o curso de graduação em Ciências Contábeis, bacharelado; estas diretrizes devem ser observadas pelas Instituições do ensino superior.

As IES (Instituições de Ensino Superior),  deverão estabelecer a organização curricular para os cursos de Ciências Contábeis por meio de Projeto Pedagógico, com discrição dos seguintes aspectos:

I – perfil profissional esperado para o formando, em termos de competências e habilidades

II – componentes curriculares integrantes;

III – sistemas de avaliação do estudante e do curso;

IV – estágio curricular supervisionado;

V – monografia, projeto de iniciação científica ou projeto de atividade – como trabalho de conclusão de curso (TCC) – como componente opcional da instituição;

VII – regime acadêmico de oferta;

VIII – Outros aspectos que tornem consistente o referido projeto (RESOLUÇÃO CNE/CES10/04).

                                 

A importância de um projeto pedagógico bem elaborado pelas IES, podem contribuir para o bom desempenho do profissional da educação, bem como o melhoramento do perfil do formando em Ciências Contábeis, além de estabelecer políticas de avaliações do aprendizado, quer seja, na implantação de sistemas de avaliação do estudante e do curso, destaca-se a importância do estágio supervisionado,a elaboração da monografia e do projeto de iniciação científica.

Criar um ambiente propício para o desenvolvimento  da pesquisa em busca de novos conhecimentos, agrega novos valores ao graduado de Ciências Contábeis, elevando assim a sua alta estima e a sua abstração, com a finalidade de criar sua própria linha de raciocínio desenvolvendo assim a sua capacidade cientifica.

Pode-se constatar que para formar um contador com espírito gerencial, o processo é complexo, pois depende de vários fatores, dentre eles a educação, quando abordei o artigo  perfil do contador gerencial, e quando fiz a correlação da Contabilidade com outras áreas de conhecimento científico, na verdade o primeiro perfil é o comportamento e a postura, mas aliada a estas qualidades o contador gerencial deve assumir diversos papéis ou vários perfis, que neste momento destacam-se: O contador e seu código de ética profissional, O contador diante da responsabilidade social, O contador e a necessidade da educação continuada, o contador diante do planejamento, controle e tomada de decisão gerencial; O contador diante do sistemas de informação e os erp’s; O contador como generalista, O contador como facilitador para o fortalecimento das relações interpessoais, O contador como um empreendedor, O contador diante da Contabilidade Social e O contador diante do planejamento tributário, estes são alguns dos temas que abordarei nos proximos artigos. Espero que estes artigos possam contribuir para dissiminar o enterese para cada vez mais, formar profissionais com perfil desejado para ser um Contador Gerencial.

REFERÊNCIAS

AZEVEDO, Israel Belo de. O prazer da produção científica: Diretrizes para elaboração de trabalhos acadêmicos. 4 ed. Piracicaba: Unimep, 1996, p. 39-47.

BRASIL, Conselho Nacional de Educação, Resolução n.10 de 16 de dezembro de 2004. Institui as Diretrizes Curriculares Nacionais para o Curso de Graduação em Ciências Contábeis, Bacharelado, e dá outras Providências.

BRASIL,  Lei  n.9.394  de 20 de dezembro de 1996. Estabelece  as Diretrizes e Bases da Educação Nacional, República Federativa do Brasil, Poder Executivo, Brasília, DF,20 de dez. 1996.




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