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PUBLICADO 11 meses ATRÁS.

Carga tributária se mantém como está nos próximos quatro anos, diz Mansueto

Não há nenhum espaço para redução da carga tributária nos próximos quatro anos, afirmou nesta quarta-feira (22) o secretário do Tesouro Nacional, Mansueto Almeida. Mansueto será mantido no cargo na equipe econômica no futuro governo de Jair Bolsonaro. Mansueto sinalizou que a reforma tributária pode ser feita, mas de modo “muito gradual”. Restrições orçamentárias e os altos gastos do governo, no entanto, não deixam espaço para diminuir impostos. Hoje a carga tributária representa cerca de 33% do Produto Interno Bruto (PIB).

Em evento organizado pelo banco BTG Pactual, Mansueto disse que a dívida bruta do governo federal só deve parar de crescer em três ou quatro anos, para depois voltar a cair. A prioridade, disse Mansueto, segue sendo a reforma da Previdência, seguida pela reestruturação da carreira do servidor público e pela revisão da regra de recomposição do salário mínimo, hoje vinculada ao INPC mais a alta do PIB de dois anos antes.

Mansueto disse que a estrutura do funcionalismo público é ineficiente e deveria contar com salários iniciais — em torno de R$ 15 mil — mais baixos e alinhados à iniciativa privada. Ele disse também que chegada ao topo da carreira ocorre cedo, ao redor de 34 anos. “O que significa dizer que o servidor vai passar o resto da carreira dele lutando por reajustes”, disse ele.

No mesmo evento, a secretária-executiva do Ministério da Fazenda, Ana Paula Vescovi, defendeu que novos concursos públicos sejam suspensos e reajustes salariais acima da inflação não sejam dados para o funcionalismo público enquanto não existir recursos para tanto. Vescovi disse que esse e outros temas fazem parte de estudos do governo atual e estão sendo repassados à equipe de transição do futuro governo de Jair Bolsonaro. Vescovi, no entanto, não deve seguir num governo Bolsonaro.

Mansueto defendeu ainda a desvinculação dos gastos com saúde e criticou o programa de financiamento estudantil, Fies, um “calote de R$ 5 bilhões por ano”.
Ele disse, no entanto, que o programa não tem relação com corrupção. “O maior desenho do Brasil não é corrupção. É desenho errado de políticas públicas”, disse. Mansueto disse ainda que um dos motivos de ter optado por ficar no cargo foi melhorar a transmissão de dados do governo para a sociedade.

Fonte: FolhaPE




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