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PUBLICADO 5 meses ATRÁS.

Brasil terminou 2018 com falta de trabalho para 27 milhões de pessoas

Mesmo com a queda do desemprego, o Brasil ainda tem um grande número de pessoas consideradas subutilizados no mercado de trabalho. Na prática, falta trabalho para 23,9% das pessoas, o que corresponde a 27 milhões de brasileiros, segundo dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

O resultado foi divulgado na manhã desta quinta-feira (31/1) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

Com os dados de dezembro, o último trimestre do ano terminou com 27 milhões de subutilizados, mas são 344 mil pessoas a menos nesta situação, em comparação com o trimestre imediatamente anterior.

Apesar disso, o montante cresceu 2,1% (560 mil pessoas) em comparação com o mesmo trimestre do ano passado.

O grupo de trabalhadores subutilizados reúne os desempregados, aqueles que estão sub ocupados (menos de 40 horas semanais trabalhadas), os desalentados (que desistiram de procurar emprego por acharem não conseguiriam)e os que poderiam estar ocupados, mas não trabalham por motivos diversos.

Desalento e desemprego

O número de desalentados cresceu 8,1% em 2018, o que corresponde a mais 355 mil pessoas). Ao todo, são 4,7 milhões de brasileiros nessa condição. Os sub ocupados atinge 7% da população, o que corresponde a 6,9 milhões.

Além disso, o ano terminou com 12,2 milhões de desempregado, o que corresponde a taxa de 11,6% no trimestre. O índice apresenta uma estabilidade em relação ao trimestre encerrado em novembro.

Considerando a taxa média de desocupação, em 2018 o índice foi de 12,3% frente os 12,7% do ano anterior. Foram 116 mil desempregados a menos. A população ocupada atinge 93 milhões de brasileiros, que é o maior número registrado pé

Segundo o IBGE, a população ocupada no país cresceu 1% (894 mil pessoas a mais) na comparação com o 4º trimestre de 2017, reunindo 93 milhões de brasileiros, maior número já registrado pela série da pesquisa.

Ainda assim, a recuperação do mercado de trabalho está associada à informalidade ou trabalho por conta própria. O número de trabalhadores sem carteira assinada cresceu 3,8% (mais 427 mil pessoas) no 4º trimestre de 2018, na comparação com o ano anterior. A taxa de trabalhadores por conta própria cresceu 2,8%, equivalente a 650 mil pessoas no mesmo período.

A quantidade de trabalhadores com carteira assinada tombou 1%, o que é 324 mil pessoas a menos na comparação anual.

Fonte: Correio Braziliense




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