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PUBLICADO 7 meses ATRÁS.

Bolsa cai 7%, aos 105.718 pontos, e dólar sobe a R$ 4,44

A Bolsa de Valores de São Paulo (B3) abriu em queda nesta quarta-feira de cinzas (26/2) e o principal índice de lucratividade, o Ibovespa, fechou com desvalorização de 7%, aos 105.718 pontos. O dólar subiu 1,12%, cotado em R$ 4,44, renovando o recorde histórico. O movimento repercutiu a desvalorização das principais bolsas do mundo, na segunda e na terça-feira, quando o Brasil estava com mercado fechado por conta do feriado de carnaval.

O tombo já era esperado pelos analistas, justamente por se tratar de um ajuste às quedas globais, motivadas pelo avanço do coronavírus fora da China. As ações das companhias aéreas, principais afetadas pelo cancelamento de voos, por conta da epidemia, foram as mais afetadas. Os papéis da Gol despencaram 14,67% e os da Azul caíram 13,17%.

Ativos mais negociados da B3, os papéis da Petrobras caíram 10% os preferenciais e 9,95%, os ordinários. As ações da Vale também sentiram o tombo, sobretudo, depois de um navio da empresa encalhar com milhares de toneladas de minério de ferro na costa do Maranhão. As ações da mineradora caíram 9,54%.

Durante o feriado, as ADRs, principais ações de empresas brasileiras negociadas na Bolsa de Nova York, já dava o tom de que o pregão desta quarta-feira seria de grande queda. As ADRs da Petrobras fecharam a terça-feira em queda de 1,99% (ante 7% na véspera), as da Vale, -2,37% só na terça, e as da Oi, (-4,27%). O EWZ (iShares MSCI Brazil), maior fundo de índice (ETF), que replica as variações dos preços das ações mais negociadas na bolsa brasileira, caiu 1,41% na terça-feira ante recuo de 4,99% na segunda-feira.

Para Davi Lelis, assessor de investimentos da Valor, o pânico do mercado mundial no início da semana foi absorvido hoje pela Bolsa brasileira. “Há mais casos agora fora da China do que lá. Também está no radar a descoberta do primeiro caso no Brasil. Apesar disso, acreditamos que o impacto negativo na Bolsa não será de longo prazo”, afirmou.

No curto prazo, no entanto, a atenção deve ser redobrada, segundo o especialista. “Não sabemos o que vai acontecer daqui para frente, por conta do efeito do carnaval, muita aglomeração de pessoas. E tem que ver período de incubação e manifestação de sintomas”, detalhou. “A China fez um hospital em uma semana, mas, em países como Brasil, é bem mais difícil estar preparado”, lembrou.

Fonte: Correio Braziliense




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