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PUBLICADO 6 meses ATRÁS.

Banco Central mantém Selic em 6,50%

O Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central (BC) decidiu ontem por unanimidade manter a taxa básica de juros (Selic) em 6,5% ao ano, pela nona reunião consecutiva do colegiado.

Em comunicado ao mercado, o Copom argumentou que a atualização do cenário básico pode ser descrito com as seguintes observações – que indicadores recentes da atividade econômica sugerem que o arrefecimento observado no final de 2018 teve continuidade no início de 2019. “O cenário do Copom contempla retomada do processo de recuperação gradual da atividade econômica”, diz o texto do comunicado.

Para o Comitê, o cenário externo permanece desafiador. “Por um lado, os riscos associados à normalização das taxas de juros em algumas economias avançadas mostram-se reduzidos no curto e médio prazos. Por outro lado, os riscos associados a uma desaceleração da economia global permanecem”, argumenta. Ao mesmo tempo, o Comitê avalia que diversas medidas de inflação subjacente encontram-se em níveis apropriados, inclusive os componentes mais sensíveis ao ciclo econômico e à política monetária.

Repercussão das entidades

Para o presidente da Confederação Nacional da Indústria (CNI) em exercício, Paulo Afonso Ferreira, destaca que a redução das previsões para o desempenho do Produto Interno Bruto (PIB) neste ano, os sinais de desaquecimento da atividade econômica e o desemprego elevado indicam a necessidade de redução da taxa Selic. “A queda dos juros é indispensável para estimular o crescimento da economia brasileira e a criação de empregos”, afirma Ferreira.

Para a Associação Comercial de São Paulo (ACSP) e a Federação das Associações Comerciais do Estado de São Paulo (Facesp), a decisão do Copom de manter a taxa básica de juros em 6,5% justifica-se. “Embora a inflação encontre-se neste momento um pouco acima do centro da meta – por um aumento pontual no preço dos combustíveis e dos alimentos – ela está sob controle. Ao mesmo tempo, o nível de atividade da economia está muito baixo, principalmente o setor industrial, que vem registrando queda atrás de queda. Diante desse cenário, era natural que o BC mantivesse a Selic em 6,5%”, diz o economista da ACSP, Marcel Solimeo.

Diante de um cenário de inflação corrente e expectativas alinhadas dentro da meta determinada e da incerteza quanto a aprovação da reforma da previdência, a Federação das Indústrias do Rio de Janeiro (Firjan) entendeu que a decisão do Copom em manter a taxa básica de juros em 6,50% ao ano foi acertada. “Contudo, caso se mantenha a conjuntura de fraco desempenho econômico e inflação bem-comportada, como observado nesse primeiro trimestre, uma redução dos juros já nas próximas reuniões será necessária”, comunicou a federação.

A Firjan reiterou que o desequilíbrio fiscal é a única variável que impede o crescimento sustentado. “Nesse sentido, a aprovação da reforma da previdência é fundamental. Sem isso vamos seguir a conjuntura de baixo crescimento, correndo o risco de voltarmos a ter inflação e juros altos”, avalia.

Fonte: Diário Comércio Indústria & Serviços




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