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PUBLICADO 2 meses ATRÁS.

ABC Brasil projeta maior participação de grandes corporações na carteira

O Banco ABC Brasil projeta uma maior participação do Large Corporate na carteira de crédito em 2019. O segmento também impulsionará o resultado do banco de investimento da instituição, por meio do mercado de capitais e operações de fusões e aquisições.

A carteira de crédito expandida do ABC Brasil registrou R$ 26,239 bilhões no quarto trimestre do ano passado, um aumento de 7% em relação a igual período de 2017. O Large Corporate – empresas com mais de R$ 800 milhões de faturamento anual e que correspondem a cerca de 80% da carteira do banco–, atingiu R$ 20,862 bilhões, alta de 2,4% na mesma relação (R$ 20,381 bilhões).

Já o Corporate – com faturamento anual entre R$ 100 milhões e R$ 800 milhões – por sua vez, registrou um aumento de 29,6% no trimestre em comparação aos mesmos três meses de 2017, de R$ 4,148 bilhões para R$ 5,377 bilhões.

“Já começamos a sentir uma aceleração na demanda por crédito entre novembro e dezembro. E para 2019, contando agora do início de janeiro, já temos o melhor resultado para o período dos últimos cinco anos”, explica o superintendente de relações com investidores do ABC Brasil, Emerson Faria. “Com a economia voltando a recuperar, nossa perspectiva em relação à atividade econômica melhora e já vemos espaço para entregar um crescimento ainda melhor”, diz.

As projeções para a carteira de crédito do banco para 2019 é de um avanço entre 11% e 15%. Em 2018, os 7% concretizados ficaram abaixo do guidance para o ano, que era de uma alta entre 9% e 13%.

“Já prevíamos os impactos do cenário eleitoral, mas a greve dos caminhoneiros em maio trouxe uma pressão inesperada. De qualquer forma, Vemos o crédito voltando a acelerar e enxergamos tanto uma maior participação do Large Corporate na carteira como a alta sendo puxada pelo segmento Corporate”, afirma.

Mercado de capitais

Ainda segundo o executivo, porém, as expectativas de crescimento para este ano não estão somente ancoradas nas concessões. O banco de investimento do ABC Brasil foi o principal destaque entre as receitas de serviços, apontando um crescimento de 58,7% em 2018 frente a 2017, de R$ 56,8 milhões para R$ 90,2 milhões.

De acordo com Farias, grande parte desse crescimento no banco de investimento veio das linhas de Large Corporate e tendem a se intensificar ao longo deste ano. “Essas empresas têm acesso ao mercado de capitais e precisam de nós para fazer a ponte com seus investidores.

Teremos um crescimento principalmente voltado para projetos de infraestrutura, trazendo operações relevantes”, avalia o executivo.Ele projeta, ainda, que a bandeira do ABC Brasil fique ainda mais conhecida no mercado em 2019. “Já tivemos operações significativas, como por exemplo a venda do Vernon, do Grupo Total e a venda dos ativos de transmissão de energia do Grupo J&F para a Taesa.

Devemos ter mais casos de grandes credenciais”, complementa o superintendente.Maior apetite O lucro líquido recorrente do ABC Brasil somou R$ 121,4 milhões no quarto trimestre e um total de R$ 457,8 milhões no ano. Os volumes representam um aumento de 9,8% e 5,7%, respectivamente, na comparação contra iguais períodos observados no ano anterior.

A inadimplência acima de 90 dias do banco ficou em 0,4% nos últimos três meses de 2018, recuo de 0,8 ponto percentual (p.p.) ante igual intervalo de 2017. Nessa linha, Farias acrescenta que os calotes estão em níveis abaixo da média do banco (0,6%) e que o banco está “muito provisionado”, podendo assumir um apetite de até mesmo “aumentar a inadimplência se encontrar oportunidades de trazer retornos maiores para o banco”.

Fonte: DCI




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