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PUBLICADO 8 anos ATRÁS.

A Síndrome do Dono

Você já deve ter percebido que as grandes empresas estão se unindo cada vez mais para formar grupos empresariais ainda mais fortes. Os executivos e acionistas dessas empresas fazem isso com uma naturalidade espantosa, mesmo sendo considerados inimigos mortais na luta diária pela conquista de mercado.

É claro que depois de concretizado o negócio, existe um longo período para “arrumação da casa” e, muitas pessoas que se sentem prejudicadas acabam pedindo demissão. Outras ficam sem espaço na nova estrutura e são convidadas a se retirar, pois um dos objetivos é justamente a redução de custos através da unificação de departamentos, centros de distribuição, logísticas e outros cortes de despesas. Há também um choque de culturas que deve ser resolvido o quanto antes para evitar problemas futuros.

Mas, solucionando a maioria dos problemas oriundos da fusão ou aquisição de uma empresa, o saldo, na maioria dos casos, é positivo. Então, por que isso não acontece com tanta frequência nas pequenas e médias empresas? Vejo isso como um tipo de síndrome, que poderíamos chamar de “Síndrome do Dono”. “Eu sou dono do negócio”, “Meia, não serve nem para os pés”, “Sócio só incomoda”, “Eu construí esta empresa sozinho e não é agora que vou aceitar um sócio”. Estas e outras frases são ditas baseadas em crenças antigas e ultrapassadas, mas que foram repassadas de geração em geração e acabam limitando o potencial de crescimento de muitas empresas.

Dependendo da atividade da empresa, a inclusão de um novo sócio pode ser mais benéfica do que um aporte de capital, pois ele traz consigo a experiência na área como também possíveis novos clientes, oxigenando um negócio que, às vezes, pode estar estagnado.

Em alguns negócios, principalmente em empresas que necessitam de muito capital de giro ou até mesmo fazer investimentos em máquinas e equipamentos para o aumento da produção, a figura do sócio investidor também pode alavancar a empresa que não está alcançando um crescimento num ritmo desejado e, necessário para se manter no mercado.

Não estou querendo dizer que o simples fato de você, empresário, quebrar esse paradigma, aceitando um novo sócio, seja ele investidor ou sócio do tipo “põe a mão na massa”, conseguirá transformar a sua empresa em uma máquina de faturamento e lucratividade. Mas, tenha certeza de que, se você fizer uma escolha estudada, visando o somatório de esforços, sejam eles financeiros ou intelectuais, terá grande probabilidade de subir alguns degraus na difícil escalada que é levar uma empresa rumo ao sucesso.

Outros fatores impeditivos que limitam um possível crescimento da empresa sejam através da união de pequenos empreendimentos ou, na aceitação de um sócio investidor, são: a falta de controles internos e também a falta da cultura empresarial, quando o dono não separa as contas pessoais das contas da empresa. Ou seja, após a entrada de um sócio, o empreendedor terá que definir um pró-labore para remunerar o seu trabalho na empresa e isso é extremamente difícil quando se está habituado a “pôr a mão no cofre da empresa” sempre que falta dinheiro para pagar as contas pessoais, pois, na condição de “dono” ele não nunca precisou prestar contas a ninguém.

Por fim, para que uma parceria deste tipo seja vitoriosa, é necessário que exista confiança e respeito entre os sócios, pois somente assim conseguirão contornar todas as dificuldades que encontrarão no meio do caminho.




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