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Classe Contábil
PUBLICADO 9 anos ATRÁS.

A pessoa com deficiência e o mercado de trabalho

Muitas pessoas ainda hoje imaginam que uma pessoa com deficiência seja sinônimo de “analfabetismo”, de “peso” e até mesmo de “pedinte”, mas acontece que com o advento da Lei no 7.853, de 24 de outubro de 1989, regulamentada pelo DECRETO Nº 3.298, DE 20 DE DEZEMBRO DE 1999 muita coisa mudou, pois a própria pessoa com deficiência está buscando entrar no mercado de trabalho, o que, muitas vezes, não acontece devido ao preconceito que ainda paira a nossa sociedade.

Algumas empresas falam que não contratam porque não existem pessoas qualificadas no mercado, o que não condiz com a realidade. Falam também, que uma pessoa com deficiência custa muito à empresa, pois precisará se adequar fisicamente à pessoa com deficiência. Na verdade, o que está em jogo ai, infelizmente, é na verdade o grande preconceito e a estigma que a pessoa com deficiência tem de ser incapaz, sem cultura… além de ser um tremendo “peso” para as pessoas tidas “normais”.

Eu mesmo sofri muito para chegar aonde cheguei… Acometido de uma paralisia infantil, ando numa cadeira de rodas desde pequeno, mas estudei, me formei e, hoje, sou formado em Ciências Contábeis pela Universidade Federal da Paraíba, com especialização em Contabilidade gerencial e mesmo assim penei muito para encontrar um trabalho descente, correto, justo e de acordo com o meus esforços. Ainda hoje ouço aqui mesmo na cidade de João Pessoa, que não existem pessoas com deficiência formadas, cultas, pois o mercado de trabalho já está a procura a um tempo.

Outro dia li nos jornais locais que o SINE, estava oferecendo cerca de 2000 (duas mil) vagas para pessoas com deficiência e a maioria dessas, seria para nível superior, porém, não haviam pessoas com deficiência com este nível. Vejam que grande absurdo!!

Acontece que muitas empresas são na verdade obrigadas a contratarem de acordo com a Lei no 7.853, de 24 de outubro de 1989, mas oferecem vagas “mascaradas”, ou seja, oferecem as vagas e contratam de acordo com a sua vontade, por exemplo, uma vez fui ao sine e fui encaminhado a uma determinada empresa e, chegando lá, descobri que era uma vaga na área contábil, porém, o setor de contabilidade seria no primeiro andar… então a empresa alega que pôs a vaga em anúncio, mas que não apareceu ninguém interessado e por ai vai.

Então, peço ao órgãos competentes de fiscalização que reajam a estes procedimentos que são muitíssimos corriqueiros para que a lei seja cumprida e, nós, pessoas tão sofridas, enganadas e até mesmo desacreditadas, sejamos realmente incluídas no mercado de trabalho, não pela obrigação de uma lei, mas sim pela capacidade, dedicação e conhecimento que adquirimos, assim como qualquer outro ser humano na face da terra.




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