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PUBLICADO 8 anos ATRÁS.

A difícil tarefa de ser micro e pequeno empresário no Brasil

Com as grandes oportunidades de negócios vivenciadas no cenário atual, e o país experimentando uma situação de estabilidade econômica e de segurança para investimentos, muito se fala do papel das pequenas e médias empresas no cenário econômico brasileiro.

De acordo com dados oficiais de Órgãos do próprio governo, não se pode menosprezar a contribuição que as pequenas e médias empresas dão ao país, sobretudo criando novos postos de trabalho, fomentando as exportações, e etc. Enfim, a verdade é que sem as pequenas e médias empresas, todo este magnífico crescimento econômico não seria possível.

Infelizmente, parece que para nossos governantes o pequeno empresário economicamente não representa nada. Exemplo claro é a falta de interesse em votar projetos vitais para o desenvolvimento das pequenas empresas tais como: aumento do teto para inclusão no Simples Nacional, a reforma tributária, a desoneração da folha de pagamento, e mais uma série de medidas importantes e necessárias.

No entanto, esta falta de interesse preocupa muito, pois o futuro do país depende destes projetos. Hoje, o pequeno empresário está sufocado pelo aumento constante de impostos, uma burocracia sem limites, sem contar também a falta de linhas de créditos mais atraentes e acessíveis.

Esta preocupação se deve ao fato que hoje o pequeno empresário não está conseguindo investir em sua empresa, perdendo assim competitividade e poder de barganha. Atualmente o país está sendo invadido por produtos e serviços internacionais. Estes produtos e serviços aqui no Brasil são produzidos e ofertados em sua maioria pelas pequenas e médias empresas. Do outro lado, o câmbio também favorece esta concorrência uma vez que deixa nossos produtos e serviços bem mais caros lá fora.

Logo, por todas estas razões, o país precisa tomar medidas rapidamente, pois caso contrário, em pouco tempo teremos um parque fabril tecnologicamente obsoleto, e com as pequenas e médias empresas sem força de reação à concorrência externa.

Assim, se o país não acordar e fazer as mudanças necessárias para beneficiar as pequenas e médias empresas, todo esta onda de estabilidade e de bons ventos que sopram ao nosso favor hoje podem comprometer num futuro não tão distante todo o esforço do empresariado brasileiro.

Por tudo isto, devemos nos lembrar que, sem gente com capacidade empreendedora, com vontade de inovação e acima de tudo  com grande disposição para correr riscos, características estas próprias dos pequenos e médios empresários, nossa estabilidade econômica pode não se perpetuar por muito tempo.

O sinal de alerta já foi dado, temos vários países que evidenciam estes fatos, e a crise da Grécia é um exemplo claro a ser avaliado. Cabe ao governo brasileiro trazer para si a responsabilidade de fazer as reformas necessárias, que se tiver vontade e empenho consegue. Além do que, nosso empresariado merece esta atenção.




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