Governo não prorroga prazo de Refis da Copa e causa revolta

28/08/2014

Acabou no último dia 25 de agosto o prazo final para adesão ao chamado Refis da Copa, com isso o que se observa por parte do empresariado é grande revolta. Os principais pontos questionados foram o prazo muito curto para adesão e dificuldades na consolidação de informações e problemas no atendimento na Receita Federal.

O gerente societário da Confirp Consultoria Contábil, Eduardo Amaral, conta que quem buscou a empresa com antecedência conseguiu aderir ao parcelamento sem problemas, contudo, quem deixou para última hora teve diversas dificuldades. “Um dos principais pontos a serem destacados foi a dificuldade de atendimento na Receita Federal, já que nos últimos dias foi praticamente impossível a retirada de senhas de atendimento, isso com certeza fez com que muitas empresas ficassem de fora do Refis”.

“Tínhamos, por isso, a expectativa da prorrogação do Refis, já que, além disso, o Governo alterou regras nas últimas semanas e a maior dificuldade enfrentada foi justamente a consolidação dos dados referentes aos débitos na Receita Federal. Mas, agora são muito pequenas as expectativas de darem mais prazo para essa adesão”, conta Amaral.

Reclamações por telefone e site
A Confirp, mesmo com o fim do prazo, vem recebendo diversas solicitações de informações sobre o tema em seu site e por telefone. “O sentimento que percebemos por parte desses empresários é de grande revolta, muitos não sabem mais o que fazer e estão ameaçando até mesmo fechar as portas de seus negócios”, conta Amaral.

O gerente societário da Confirp também questiona o calendário apertado de adesão, segundo ele, em outros programas sempre se teve um amplo prazo de adesão, mas para esse foi apenas no período de dia 01 à 25 de agosto, dando aos empresários apenas 25 dias para adesão, isso dificultou o planejamento adequado para adesão a esse importante programa.

Na opinião de Amaral, seria importante que o Governo voltasse atrás e prorrogasse o prazo, pois com certeza iria possibilitar que mais empresas ajustassem sua situação e, além disso, aumentaria o caixa do Governo para os próximos meses.

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